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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Leishmaniose já matou oito pessoas em Belo Horizonte neste ano

Oito pessoas morreram de leishmaniose, nos quatro primeiros meses do ano, em Belo Horizonte. O número corresponde à metade das mortes de todo o ano passado.

O perigo vem de cães infectados. De janeiro a abril, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, quase três mil cachorros contraíram a doença.

Dois cães e muita preocupação. A boliviana Luisa já perdeu outros dois cachorros vítimas da leishmaniose. Tor e Titi brincam sadios. O dono diz que mantém o quintal limpo. E coleira com efeito inseticida e a planta conhecida como citronela, também foram providências tomadas para tentar espantar os insetos. O mosquito, conhecido como flebótomo, é o transmissor da doença.



Segundo especialistas, ainda não há meios seguros para proteger os cães do protozoário causador da leishmaniose. Coleiras, telas de canil, inseticidas podem até ser úteis, mas não são totalmente eficazes.

Desde julho do ano passado, qualquer tentativa de tratamento feita por veterinários está proibida pelo Ministério da Saúde. A explicação é que a doença no animal não tem cura. Ele pode apenas parar de apresentar os sintomas. Além disso, o protozoário pode ficar mais resistente e dificultar o tratamento de pessoas que possam ser infectadas.

Uma vacina desenvolvida por pesquisadores da UFMG está sendo avaliada e aprimorada. Nos primeiros testes com cães em laboratório, ela apresentou proteção contra o parasita da doença em 70% dos animais. A vacina poderá ser o caminho para a prevenção.

Com base em novos testes, até novembro do ano que vem o Ministério da Saúde deve determinar o uso ou não da vacina. Hoje, a recomendação é sacrificar os cães infectados.

O cão infectado é o hospedeiro do parasita, que pode ser transmitido para o ser humano também pelo mosquito flebótomo. Segundo médicos, a pessoa doente apresenta febre, perda de peso, inchaço no baço e no fígado.

Em 2008, 161 pessoas tiveram leishmaniose em Belo Horizonte, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. Dezessete morreram. Este ano, até o fim de abril foram registrados 33 casos e oito mortes na capital.

No cão, há vários sintomas da leishmaniose como secreção nos olhos, emagrecimento, perda de pelos e crescimento das unhas. Quem quiser pedir a visita dos agentes da prefeitura pode ligar para 156. Ou procurar as regionais. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, no país, mais da metade dos casos da doença ocorrem em crianças.

Fonte: Globominas

quinta-feira, 2 de abril de 2009

CONTROLE DE VETORES DA LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA


O controle de vetores também tem sido de grande importância e pode ser feito no ambiente ou nos reservatórios caninos. O uso de inseticidas de efeito residual nas casas e arredores, aplicação de inseticidas em cães, utilização de colares impregnados com inseticida , tem sido utilizados como medida para controlar os flebótomíneos.

Outra medida é a redução do contato homem-vetor, através do uso de proteção individual tais como utilização de telas, mosquiteiros impregnados de inseticidas além co diagnóstico e tratamento precoce dos casos humanos. O controle de vetores tem contribuído muito mais para diminuir o numero de casos do que a eutanásia.

No controle da LVC, a utilização de piretroides como a permetrina em produtos tópicos , spray ou coleira, tem mostrado um efeito repelente á população de flebótomos e o seu uso deve fazer parte do controle em cães sadios assim como aqueles submetidos ao tratamento e também aqueles que estão sendo imunizados.

O combate ao vetor deveria ser a primeira estratégia de controle da leishmaniose visceral humana, seguida pela busca da susceptibilidade, através da melhoria do status nutricional de crianças e da busca de vacinas.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Métodos Diagnósticos da Leishmaniose Visceral e da Leishmaniose Tegumentar- reações cruzadas

O método diagnóstico preconizado pelo Ministério da Saúde para a identificação de cães com Leishmaniose é a sorologia ,por meio da qual se detecta anticorpos normalmente presentes em animais doentes, vacinados ou desafiados. Os métodos sorológicos apresentam sensibilidade e especificidade diferentes entre si,sendo, na maioria das vezes, utilizados como triagem. Além disso ,como há possibilidade de reações cruzadas com outros tripanossomatídeos, há necessidade de realização de exames parasitológicos confirmatórios que identificam o parasito ,ou seja ,mostram se o animal está realmente infectado. Concluindo, um animal vacinado, portador de anticorpos anti-Leishmania, apresentará resultado positivo em sorologia por alguns métodos licenciados pelo MAPA; porém, terá resultado negativo em qualquer método parasitológico ou citológico ,comprovando que não está infectado. Portanto, existem outros métodos de diagnósticos válidos para diferenciar animais vacinados de animais doentes.

Paralelamente á discussão sobre o diagnóstico da Leishmaniose Visceral Canina, existem dúvidas entre os Clínicos Veterinários pelo fato de que tanto a sorologia (RIFI e ELISA) utilizada na rede pública quanto o PCR realizado comercialmente não diferenciam cães infectados com Leishmaniose Tegumentar dos infectados com Leishmaniose Visceral. As normas da Vigilância Sanitária concordam que cães portadores de Leishmaniose Tegumentar não precisam ser obrigatoriamente sacrificados, nem são importantes na cadeia de transmissão da forma tegumentar.

Nos últimos anos, o Ministério da Saúde registrou a media anual de 35 mil novos casos de Leshmaniose Tegumentar e 4 mil casos de Leishmaniose Visceral em humanos no Brasil (MS,2000) . Entre 201 e 2005 foram notificados 196.239 casos de Leishmaniose Tegumentar humana ( MS, 2008 ) e 15.340 casos de Leishmaniose Visceral humana no Brasil (MS, 2008) , ou seja , a incidencia da Leishaniose Tegumentar é no mínimo 10 vezes superior a Leishmaniose Visceral. No mundo, são 1,5 milhões de casos de Leishmaniose Tegumentar e 500 mil de Leishmaniose Visceral. Estes números mostram que a Leishmaniose Tegumentar é uma doença de altíssima prevalência em humanos e, portanto devemos levar isso em conta quando realizamos o diagnóstico em cães, pois atualmente não há uma técnica específica para o diagnóstico de rotina para a Leishmaniose Tegumentar. Talvez parte dos animais com sorologia ou PCR positivos, inclusive os vacinados, estejam infectados com Leishmaniose Tegumentar.


Fonte:Technical Fort Dodge Update, 2008.

quarta-feira, 4 de março de 2009

LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA: Diagnóstico da doença e protocolo de vacinação. Esclarecimentos sobre uma zoonose emergente

A prevalência mundial de leishmaniose em humanos é muito alta, sendo que
no ano de 1999, há 10 anos atrás, a média de ocorrência de casos foi de 300.000 casos.
Na América Latina a doença já foi descrita em pelo menos 12 países, com 90% dos casos humanos registrados no Brasil. Em 2000 foram registrados 3.779 novos casos de leishmaniose humana no Brasil em 18 estados do país.
Atualmente a doença ocorre nas regiões Norte, Nordeste, Centro oeste e Sudeste,
e vem apresentando franca expansão pelo país(FUNASA, 2001).
A OMS recomenda o sacrifício dos cães soropositivos porque o cao é o principal reservatório da doença para o homem. Os cães nas regiões endêmicas ou aqueles que irão residir em regiões endêmicas devem, para ser imunizados, seguir o seguinte protocolo de vacinação :
1ª-Fazer a sorologia - exame laboratorial pedido por um médico veterinário.
O método RIFI tem precisão de 80 % a 100%. Em animais recentemente infectados pode ocorrer falso negativo. Já o método conhecido como PCR detecta o DNA da leishmania na célula do hospedeiro. A precisão desde exame é de 100% e o custo é mais alto.
2º -Para os animais comprovadamente soro negativos a primo vacinação deve ser feita no prazo de 15 dias do resultado do exame. A segunda dose após 21dias da primeira e a terceira dose após 21 dias da segunda dose. Este protocolo deve ser seguido a risca. Caso haja interrupção no esquema ou o intervalo entre doses não seja respeitado deve-se reiniciar o esquema de vacinação. Caso estes cães vivam em áreas onde a doença seja prevalente estes devem usar coleiras repelentes até a finalização do esquema de vacinação.
Medidas profiláticas para o controle do vetor(mosquito) devem ser adotadas.
3º-O medico veterinário fica obrigado a manter o cadastro atualizado do animal vacinado por ele ,assim como do responsável civil do animal e apresentá-lo caso solicitado.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA



O que é a leishmaniose?
É uma doença transmitida por um mosquito (flebótomo), conhecido como mosquito-palha que infecta o homem e principalmente o cão doméstico desenvolvendo lesões de pele( Leishmaniose tegumentar ) ou o envolvimento das vísceras ( Leishmaniose Visceral ), constituindo um sério risco a saúde pública. É considerada a quinta maior endemia mundial. Esta doença pode ficar incubada por um longo tempo sem mostrar sintomas.
Quais são os principais sintomas da Leishmaniose no cão?

Perda de apetite, emagrecimento crônico, prostração, crescimento acentuado das unhas, conjuntivite, queda de pêlos ao redor dos olhos, lesões e alterações cutâneas com perda de pêlos.

Por que devo vacinar meu cão?

Se você mora em áreas endêmicas ( onde ocorre a doença naturalmente ), você deve vaciná-lo. Além do sofrimento causado ao animal que provoca lesões dermatológicas e viscerais localizadas em todo o corpo do animal, a OMS (Organização Mundial da Saúde )recomenda a eutanásia do animal como medida obrigatória de controle da doença. Com
a vacinação, o animal poderá desenvolver imunização e ficar protegido contra a Leishmaniose , ajudando o combate da doença, protegendo assim os homens e animais do mosquito transmissor.

Como proteger-se do mosquito transmissor?

O mosquito-palha é muito pequeno e costuma se reproduzir em locais com muita matéria orgânica( lixo domestico ) em decomposição.
O uso de repelente é indicado. Mantenha sempre a higiene dos locais de criação de animais, mantendo estes limpos e secos.