sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Religiões oferecem tratamento espiritual para animais de estimação Publicidade

IVAN ALVES
da Revista da Folha

A Associação Espírita Amigos dos Animais promove dois encontros semanais voltados aos "melhores amigos dos homens". "Temos relatos de curas de pets em estado grave ou em que o veterinário havia dado o animal como desenganado", afirma Silvia Nogueira, diretora da Asseama, instituição que se diz pioneira nesse tipo de atendimento.

Segundo a crença kardecista, todos os seres são espíritos em evolução que passam por todos os reinos -animal, vegetal e mineral. "Por isso, as sessões também servem para que eles compreendam melhor sua passagem pela Terra e se preparem para desencarnar", explica Silvia.

Jefferson Coppola/Folha Imagem
Padre Edinez Paulo da Silva, de Taboão da Serra (SP), benze em casa a poodle Frendy
Padre Edinez Paulo da Silva, de Taboão da Serra (SP), benze em casa a poodle Frendy

Hoje, algumas denominações religiosas e seitas abrem suas portas para a busca do bem-estar físico e espiritual dos bichinhos. No templo de umbanda Caridade É Amor, há quatro meses acontecem reuniões mensais com o objetivo de dar passes espirituais nos pets.

A médium Juliana da Costa Venezi, 26, enfatiza que faz parte de uma linha da religião africana que não aceita o sacrifício de animais. "Há quem confunda, mas na umbanda pura e correta não há sacrifício de nenhum ser. Os animais são respeitados como espíritos de luz em evolução."

Bem distante de outros rituais, nos quais o sangue derramado de animais é visto como uma forma de agradar aos seres superiores ou como um meio de obter graça, perdão e salvação.

Segundo Juliana, as doenças, muitas vezes, são fruto de cargas negativas absorvidas pelos bichos. A médium diz que cabe aos "tutores" -ninguém é dono dos animais, conforme a crença- identificar a necessidade de tratamento espiritual.

Para que a bênção seja efetiva, os donos dos pets devem obedecer a algumas regras. Assinam um termo de responsabilidade, declarando estar cientes de que o tratamento espiritual não substitui o veterinário. Todos se comprometem a não ingerir nenhum tipo de carne ou bebida alcoólica no dia do trabalho. O alimento carregaria energia negativa. Antes de iniciar o ritual, é realizada uma palestra de 15 minutos.

A cerimônia é rápida. Depois das orações iniciais, é feito um círculo com um ponto no centro. Os médiuns, então, incorporam as entidades. Um a um, os animais são levados ao centro da roda, onde recebem o passe.

Caso o quadro de saúde seja tão grave que não permita que o pet seja transportado ao local, os médiuns aceitam fotografias no ritual. "Não é oferecido nenhum remédio, esse é um tratamento alternativo aberto a qualquer um, inclusive a membros de outras religiões", afirma Juliana.

Frequentadora do centro, a empresária Marilda Torres Antônio, 57, acredita que os animais absorvem as más energias. Assim que soube das sessões, levou o schnauzer Dick para o encontro. "Ele estava sem comer, meio estranho", conta. "Depois do passe, melhorou imediatamente."

A empresária também é "tutora" de Paulie, um cocker spaniel. A dupla, geralmente agitada, fica quietinha durante a sessão. "Parece que a energia emanada pelas médiuns entra direto neles."

A exemplo do centro de umbanda, os médiuns espíritas são todos vegetarianos e procuram nos livros de Alan Kardec a base para a cerimônia com os bichos. Também pedem abstinência de carne e bebidas alcoólicas no dia do encontro. Os donos dos animais são entrevistados, assistem a uma palestra e depois seguem para a câmara de passe.

Laços fortes

Para o padre Edinez Paulo da Silva, 41, da paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Taboão da Serra, ainda é cedo para afirmar que há mais espaço para os bichos nos rituais religiosos. No entanto, ele assinala que a procura por ajuda espiritual é mais uma prova de como os homens estão cada vez mais apegados aos pets.

"São muitos os lares onde um cachorro ou um gato é colocado mano lugar de uma pessoa", afirma. "Não são poucos os que criam um laço afetivo forte, pensando neles como se fossem gente, com alma e sentimentos."

Jefferson Coppola/Folha Imagem
O schnauzer Dick melhorou depois de ser levado a um centro de umbanda por sua dona, a empresária Marilda Torres Antônio, 57
O schnauzer Dick melhorou depois de ser levado a um centro de umbanda por sua dona, a empresária Marilda Torres Antônio, 57

A tese é confirmada pelo também padre Alessandro Carvalho de Faria, 34. O sacerdote realiza uma bênção para animais no dia de são Francisco de Assis, padroeiro dos animais, em 4 de outubro.

"A Bíblia nos diz que os animais foram criados para a convivência com o ser humano", explica. "Por isso, as orações que fazemos são para que eles cumpram com o papel que lhes foi dado na criação, seja o de ajudar nas tarefas do dia a dia, seja o de fiel amigo."

A cerimônia é realizada na porta da igreja. O religioso não tem nenhuma restrição quanto à entrada dos animais no recinto, mas prefere dar a bênção na entrada do templo. "Apesar de rápido, o ritual gera muita agitação. Recebemos cães, gatos, peixes, iguanas, coelhos e até cavalos", afirma. É lido um trecho do livro de Gênesis, que fala sobre a criação e convivência harmoniosa entre as criaturas de Deus. Na sequência, são feitas as orações de bênção.

O segurança Carlos Augusto Coelho, 25, é devoto de são Francisco. Ele conta que herdou a prática do avô, que levava os cavalos para serem abençoados pelo padre. "São diversas as datas em que eu cuido da minha alma, buscando força para as dificuldades", diz. "É justo que eu reserve um dia no ano para o meu melhor amigo." O companheiro, em questão, é Nestor, um gato que encontrou na rua.

Independentemente do credo, a fé é o que une esses donos de animais. A dentista Maria Hermínia Alves Bittencourt, 50, pediu orações para a fox paulistinha Tininha na igreja evangélica Monte Hebron, onde é pastora.

Apesar de não realizarem nenhum culto específico para os pets, os membros da igreja intercederam quando a cadela sofreu um acidente. "Ela foi atropelada e ficou bastante debilitada", relata a dona. "Na mesma noite havia uma vigília na igreja. Eu fiquei em casa cuidando da Tininha, mas a comunidade orou por ela e já no dia seguinte minha paulistinha estava melhor."

Os ritos e crenças variam, mas uma ponderação é comum: o tratamento espiritual não substitui o veterinário.

Para conferir

Asseama (Associação Espírita Amigos dos Animais)
Quando: São dois encontros semanais: quinta-feira, das 15h às 19h, e sexta-feira, das 19h às 21h30
Onde: Rua Manoel de Moura, 63, Jaçanã, tel. 3534-3643

Templo de Umbanda Caridade É Amor
Quando: Realiza um encontro por mês
Onde: Av. Mutinga, 3.377, Pirituba, tel. 3906-0727 Para saber mais: www.templocaridadeeamor.com

Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil
Quando: Bênção em 4 de outubro, dia de são Francisco
Onde: Rua Borges Lagoa, 1.209, Vila Clementino, tel. 5576-7914 Para saber mais: www.franciscanos.org.br

sábado, 5 de setembro de 2009

Os gatos também precisam de cuidados especiais


Fonte: Ribeirão Preto Online

Não é porque os gatos são animais mais independentes que não precisam de alguns cuidados especiais. Quem possui gatos, deve e muito, ficar atento a higiene do animal, para evitar problemas futuros.

Hoje em dia, existem vários artefatos com a finalidade de ajudar na higienização. São escovas para pentear a pelagem, pentes, corta-unhas, etc.

A pelagem do gato deve receber uma atenção especial. Quando ela está em perfeitas condições, sua pelagem é lisa e brilhante. Se ela estiver rala e apresentar algum sinal de deterioração, leve-o ao veterinário, pois este seria sintoma de alguma doença.

Como o gato se limpa a toda hora, é recomendado que ele seja escovado de acordo com o tamanho de sua pelagem. O animal que possui o pelo mais comprido, deve ser escovado diariamente, já os que possuem a pelagem mais curta, apenas duas vezes por semana é o suficiente.

A escovação é importante pois ajuda na retirada dos pelos mortos, que podem ser ingeridos pelo animal e contribuir com a formação de bolas de pelos no estômago, provocando vômitos. Além disso, é a partir dela que são encontrados parasitas, como pulgas, carrapatos e piolhos.

Os olhos do animal também merecem alguns cuidados. Em alguns gatos, principalmente aqueles que possuem a face achatada, como o Persa, o canal lacrimal dos olhos pode entupir, portanto, é necessário que haja uma limpeza com algodão sempre que o animal apresentar um acúmulo de secreção lacrimal no focinho.

Para evitar otites ou qualquer tipo de alteração em relação a audição do animal, os ouvidos devem estar sempre limpos. Vale lembrar que é importante limpar apenas na região visível, deixando a parte mais profunda por conta do médico veterinário.

Se você não quiser ter os sofás, almofadas ou a mobília de sua casa arranhados, é preciso cortar a unha do gato pelo menos uma vez por mês. Se tiver alguma dúvida, peça ao veterinário para explicar como se faz, para não causar nenhum dano ao animal.

Fora esses cuidados que devem ser tomados, é recomendado ficar sempre atento ao comportamento do animal. Alguns sintomas gerais de que o gato está doente são perda de apetite, abdômen distendido ou aumentado, áreas com ausência ou queda de pelo e vômito frequente.

Caso seu animal apresente algum desses sintomas, é necessário encaminhá-lo ao veterinário para que seja iniciado o tratamento adequado.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pesquisa da USP indica que poluição pode prejudicar também os cães

Estudo constatou lesões no DNA de animais que viviam na capital paulista.
Durante dois anos, foram analisados 33 cachorros de quatro regiões.

Luciana Bonadio Do G1, em São Paulo

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Uma pesquisa realizada na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP) indica que a poluição pode também trazer malefícios para a saúde dos animais domésticos. A doutoranda Kátia Cristina Kimura constatou lesões no DNA de cães que viviam em diferentes regiões da capital paulista e atribuiu os resultados a influências do ambiente externo, como poluição.

Durante dois anos, foram analisados 33 cachorros de quatro regiões da capital paulista: sete da Zona Norte, sete da Sul, três da Leste e 16 da Oeste. A pesquisadora selecionou outros três cães com menos de seis meses para comparação. Os animais utilizados na pesquisa eram atendidos por profissionais do Hospital Veterinário da universidade.

A professora Maria Lúcia Dagli, titular do Departamento de Patologia, orientou o trabalho da veterinária. “Ela constatou que existia uma diferença significante, pois os cães com 5 anos ou mais tinham mais lesão do DNA quando comparado com os recém-nascidos. A gente atribuiu isso ao ambiente externo, uma poluição ambiental que está determinando uma lesão maior do DNA”, explicou a professora.

“Seria uma quebra do cromossomo gerada por fatores externos, como poluição e fumaça. A gente sugere que possa ser”, completa Kátia Kimura. A tese de mestrado da veterinária, que traz os resultados da pesquisa, foi concluída em maio. Para atestar a lesão do DNA, ela avaliou o epitélio olfatório e pulmonar de animais que não apresentavam doenças, mas morreram por causa de atropelamentos, por exemplo.

Maria Lúcia lembra que os testes não mostraram diferenças de lesões de DNA entre os cães das diferentes regiões da capital paulista. Ou seja, a interferência dos fatores externos é linear entre os grupos estudados. Como resultado desta lesão, os cães podem apresentar mais doenças no futuro, como o câncer.

Para a pesquisadora, os animais são um “espelho” do que pode acontecer com o homem. “Os cães podem ser sentinelas da exposição que o humano sofre, um espelho de tudo isso. Porque o cachorro vive grudado com o dono, não é mais só usado como cão de guarda, mas como companhia”, afirma Kátia. Ela irá aprofundar os resultados do estudo em sua tese de doutorado, já em andamento. “A partir desse trabalho, a gente vai fazer inúmeros outros para poder chegar ao mais específico possível”, conta.

Aumento dos casos

A professora Maria Lúcia Dagli diz que os casos de cães vítimas de câncer vêm crescendo nos últimos anos. “A gente vem constatando que o número de casos de cânceres em cães vem aumentando porque os cães vivem mais, as doenças infecciosas estão mais controladas”, diz. O resultado disso é que os profissionais da área procuram novas técnicas de tratamento para a doença nos animais.

Um primeiro passo foi a criação, em 2004, da Associação Brasileira de Oncologia Veterinária. Além disso, Dagli conta que está sendo criado um núcleo de apoio à pesquisa nessa área dentro da faculdade. Entre os projetos, está adquirir equipamentos para diagnóstico e tratamento dos bichos. Um dos necessários é um aparelho de radioterapia.

“É uma coisa que falta e poderia resolver o problema de muitos animais portadores de câncer. Esses aparelhos custam muito caro e uma agência de fomento não fornece um aparelho de custo tão elevado”, afirma. O preço dele, segundo Maria Lúcia, é em torno de R$ 2 milhões. Ela diz que, semanalmente, são realizadas na faculdade de 12 a 15 cirurgias em animais com a doença. Mais informações sobre a associação podem ser obtidas no site www.abrovet.org.br.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Estudo ajuda a explicar longevidade de cães

RICARDO BONALUME NETO
da Folha de S.Paulo

O trabalho de Lark e Ostrander sobre pelos pode trazer também uma explicação sobre por que cães grandes geralmente vivem menos que os pequenos. Segundo os cientistas, há uma semelhança entre os mecanismos que determinam pelo e características ligadas à longevidade.

Os genes que explicam a maior parte da diversidade na pelagem canina são três, conforme mostra seu trabalho. O FGF5 determina se o pelo é curto ou comprido, o RSPO2 indica presença de "acessórios", e o KRT71 dá o grau de "encaracolamento".

Ria Formosa/Divulgação

Cão d'água português nada e treina mergulho; estudo publicado na revista "Science" ajuda a explicar longevidade do animal doméstico

Para todos há uma razão. O KRT71, por exemplo, atua na produção de uma proteína dos pelos, a queratina 71. A combinação dos três genes produz sete tipos básicos de pelagem.

O pelo curto de um boxer vem de ele ter versões ancestrais dos três genes. O pelo longo com bigode e sobrancelha peluda de um Lhasa Apso surge de seus FGF5 e RSPO2 mutantes, e do KRT71 na forma selvagem, ancestral. O pelo longo e não encaracolado do cocker spaniel surge do FGF5 mutante e dos outros dois ancestrais. Já um cão d'água português ou um poodle têm as três formas dos genes mutantes.

Acontece, porém, que o isolamento genético entre as raças acabou criando diferenças que vão além da aparência. "Ao desenvolver uma raça, os criadores selecionam certos genes, regulando tamanho ou pelagem, que também regulam muitas outras coisas no animal" afirma Lark.

São genes básicos. O gene ligado ao tamanho do pelo, IGF1, também está envolvido no metabolismo de insulina --e da longevidade-- em muitos organismos. Os genes FGF5 e RSPO2 também regulam processos celulares que afetam a fisiologia e o crescimento do indivíduo.

Com isso, os cientistas ganham novas informações para estudar como importantes genes regulatórios interagem com outros para mudar o "funcionamento" do animal, afetando sua saúde e sua longevidade.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Animal idoso não se aposenta, mas requer atenção especial

MARY PERSIA

Editora de Bichos da Folha Online

Um cão de seis anos ou um gato de 11 já podem ser considerados idosos. No entanto, animais de estimação com idades avançadas não devem se aposentar das brincadeiras e passeios. Eles merecem sim uma atenção especial.

O vídeo a seguir mostra quais os cuidados geriátricos que devem ser tomados, como o check-up de rotina.


Antes dos pets entrarem na terceira idade, no entanto, os donos devem ficar atentos para vacinação, higiene, alimentação e outros aspectos do animal --itens que podem garantir o bem-estar na velhice.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Cão mais velho do mundo segundo o Guinness morre aos 21 anos nos EUA

Dachshund Chanel morreu de causas naturais na sexta-feira.
Ela tinha o equivalente a 147 anos de um ser humano.

O cão mais velho do mundo segundo o livro Guinness dos Recordes, Chanel, morreu aos 21 anos na última sexta-feira. A idade equivale a 147 anos humanos.

A dachshund Chanel morreu de causas naturais, na casa de seus donos, no subúrbio de Port Jefferson Station, na cidade norte americana de Long Island.

Foto: AP

Chanel, que tinha o título de cão mais velho do mundo, em foto sem data fornecida por seus donos. (Foto: AP)



Chanel, que sofria de catarata, usou óculos especiais nos últimos anos e sempre estava vestida, porque era muito sensível ao frio, segundo seus donos, Denice e Karl Shaughnessy. Ela estava com o casal desde que tinha 6 semanas de idade e foi adotada quando Denice servia o exército em Newport News, na Virgínia.

Chanel morou nove anos na Alemanha. Ela gostava de roubar guloseimas da cozinha e escondê-las no sofá da sala e era fanática por chocolate, segundo sua dona.

A cadela ganhou o título de mais velha do mundo em maio, em uma cerimômia em Manhattan, patrocinada por uma companhia de comida para cães.

Agora, o título de cão mais velho do mundo deve ser herdado por Max, um cão de New Iberia, na Louisiana, que teria 26 anos. Apesar de mais velho que Chanel, ele ainda não teve sua idade reconhecida pelo Guinness.

Fonte: G1


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Como evitar que seu animal fique gripado

Os animais domésticos também ficam mais gripados no inverno e, por isso, os donos devem ficar atentos aos sintomas das doenças respiratórias, que podem evoluir para uma pneumonia e matar
Liuca Yonaha

Assim como os seres humanos, os animais domésticos ficam mais gripados no inverno. "Tanto os cães quanto os gatos estão mais predispostos a apresentar doenças respiratórias virais, especialmente os filhotes e, em alguns casos, podem ocorrer infecções bacterianas secundárias, com o desenvolvimento de pneumonia, que pode levar à morte", afirma a professora Sílvia Regina Ricci Lucas, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP). Se o animal apresentar sintomas como tosses, espirros, febre, ausência de apetite e falta de disposição por mais de dois dias, os donos devem levá-lo ao veterinário.

INDISPOSIÇÃO
Se seu cão anda desanimado, observe se ele não apresenta outros sintomas de gripe

Os agentes causadores da gripe em cachorros e gatos são diferentes dos que atacam as pessoas. Nos cães, a infecção respiratória mais comum é a traqueobronquite (tosse dos canis ou gripe canina). Entre os agentes causadores estão o vírus parainfluenza e a bactéria Bordetella bronchiseptica. A veterinária Marcia Lembo afirma que a doença é transmitida com facilidade de focinho para focinho. "Se entre dez cães houver um com a tosse canina, os outros vão pegar", diz. Por isso, Marcia orienta os donos dos cachorros a evitar passear em praças com aglomerações dos animais e nos horários mais movimentados. Há outras doenças que comprometem as vias respiratórias dos cães como a cinomose (paramixovírus) e a hepatite infecciosa canina (adenovírus). "Além disso, os cães podem apresentar quadros respiratórios alérgicos que também se manifestam com tosse e, nessa época do ano, com a diminuição da umidade relativa do ar, tornam-se mais suscetíveis a complicações como pneumonias", afirma Sílvia Ricci.



ALIMENTAÇÃO
Falta de apetite é um dos sintomas da gripe

Marcia afirma que os gatos normalmente têm rinotraqueíte. "Estando o animal vacinado, a recomendação é evitar corrente de ar, choque térmico na saída do banho, por exemplo", diz. A doença pode apresentar sintomas leves até quadros mais graves. "Os quadros mais graves podem ainda ser complicados pela infecção concomitante com outros vírus como o da leucemia felina e o da imunodeficiência felina (duas viroses que levam a quadros de imunodeficiência adquirida)", diz Sílvia Ricci.

Para tratar a gripe podem ser indicados simplesmente repouso acompanhado da ingestão de vitaminas, antibióticos e até uma internação.

Gripe suína
Segundo a veterinária Marcia Lembo, neste ano, com as notícias sobre a gripe suína alguns clientes chegaram a perguntar se os bichos também poderiam contrair a doença. Cães e gatos não correm esse risco. Os donos de ferrets (os furões), entretanto, devem tomar alguns cuidados com a nova gripe. Esses animais também são afetados pelo vírus Influenza do tipo A. "Quem tiver qualquer tipo de problema respiratório deve evitar chegar perto do furão", diz Marcia, que tem dois ferrets. Não se deve tossir ou espirrar em cima desses bichos e os proprietários devem lavar as mãos várias vezes ao dia.

"Os ferrets são suscetíveis aos mesmos tipos de gripe que as pessoas e podem tanto adquirir a doença em contato com uma pessoa doente quanto transmiti-la", afirma Sílvia Ricci. Ela diz que ainda não há relatos de infecção natural dos furões pelo vírus da gripe suína, mas experimentos em laboratório demonstraram que o H1N1 atinge vias respiratórias superiores e inferiores (pulmão e brônquios) dos animais e é um pouco mais patogênico do que outros tipos de Influenza.

Veja como prevenir as doenças respiratórias dos animais:

Sintomas

Tosse, espirros, secreção nasal e ocular que varia de serosa (aquosa) a mucopurulenta (espessa, amarelada), olhos avermelhados, diminuição do apetite, febre e prostração.

Prevenção

- Deixar os animais, principalmente os cães de grande porte, em locais protegidos nos dias mais frios, especialmente durante a noite;
- Vacinação com acompanhamento profissional, para que o veterinário avalie a necessidade das vacinas e o intervalo entre as aplicações;
- Utensílios como comedouros e bebedouros devem ser individuais;
- Lavar as mãos após o trato de cada animal;
- Banhos apenas quando necessário (nos horários mais quentes do dia, com água morna e secagem com secador);
- Em canis e gatis, animais com secreções oculares, nasais e espirros devem ser isolados dos sadios e tratados até sua completa recuperação.
Fontes: professora Sílvia Regina Ricci Lucas (USP) e veterinária Marcia Lembo

REVISTA ÉPOCA

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Pseudociese ou Gravidez psicológica


O que é a pseudociese?
é um problema hormonal que pode ocorrer em cadelas após aproximadamente 2 meses do cio. Isto ocorre porque o padrão hormonal após o estro (cio) é praticamento o mesmo. A progesterona pode provocar sintomas físicos de gravidez como por exemplo alterações de apetite, inchaço nas mamas e até sintomas psicólogicos como ciúme de algum brinquedo, fazer ninhs, etc.

Qualquer fêmea pode apresentar estes sintomas?
Acomete fêmeas na sua maioria de pequeno porte, mesmo porque estas são animais de companhia sendo mais fácil acompanhar estes sintomas.
Vale lembrar que nem todas as fêmeas apresentam este disturbio, nem sempre aparece em todos os cios e os sintomas podem variar, é rara a ocorrência em gatas.

Ouais são os riscos da Gravidez Psicológica ?
É importante ficar atento porque neste período conhecido como metaestro quando vários hormônos estão agindo é comum ocorrer a Hiperplasia Cística Endometrial -HCE- tanbém conhecida como piometra .
A piometra é uma infecção uterina cujo principal agente envolvido é a bactéria Escherichia coli que leva a produção de pûs no interior do útero e pode levar o animal a morte.
Há ou riscos como a ocorrência de mamite que é uma inflamação das mamas devido o excesso de produção de leite Cadelas ou gatas podem se lamber e até fazer a sucção do leite levando a disturbios gastrointestinais .
Há risco do leite empedrar pelo excesso de produção de leite e levar a formação de tumores mamários.

Como fazer para tratar/previnir estes sintomas?
Quando a cadela desenvolver sintomas de pseudiciese é necessário medicá-la para que estes sintomas cessem.
Também é necessária uma avaliaçao clínica porque em muitos casos é necessário o tratamento cirurgico quando a a cadela apresantar sintomas como aumento de volume abdominal, vômitos e inapetência
A prevenção é a castração com retirada de úteros e ovários.
Estudos mostram que cadelas castradas antas do primeiro cio nunca desenvolveram tumores mamários.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

No mês do cachorro louco: Vacine seu animal contra Raiva


Agosto é conhecido como o mês do cachorro louco. Esta expressão popular surgiu por conta da sazonalidade com que as cadelas entram no cio, geralmente por condições climáticas , aumentando o números de machos nas ruas pela disputa das fêmeas e consequentemente as brigas entre estes machos e a maior possibilidade de contágio de doenças infecciosas inclusive a Raiva. Fique atento a vacinação de seu animal porque esta doença é fatal para os mamíferos.

A Raiva foi reconhecida e descrita por volta de 2300 anos A.C. Zinke, em 1804, descobriu a natureza infecciosa da saliva de um cão raivoso. Pasteur, entre 1882 e 1888, demonstrou o neurotropismo do vírus, preparou e utilizou a primeira vacina contra Raiva em um menino (Joseph Meister). Em 1903, a natureza ultrafiltrável do agente foi demonstrada por Remlinger, e Negri descreveu os corpúsculos de inclusão presentes no citoplasma das células nervosas.

“A raiva ou hidrofobia é uma doença infecciosa aguda e mortal transmitida aos mamíferos, inclusive o homem, através da mordida, arranhão ou lambedura de cães, gatos ou morcegos, contaminados pelo Vírus Rábico( pertence à família Rhabdoviridae, gênero Lyssavírus). São espécies susceptíveis principalmente os animais carnívoros (cães, gatos, raposas, chacais, lobos), porém todos os animais homeotérmicos, inclusive o homem. Os morcegos frugívoros e insetívoros podem se tornar infectados, mas os morcegos hematófagos são os principais disseminadores da doença em rebanhos.
A única forma de prevenção é vacinar cães e gatos acima de três meses de idade, incluindo cadela prenha ou no cio, e lactantes”.

TRANSMISSÃO

Freqüentemente a infecção ocorre via saliva e traumatismos cutâneos(mordidas). A disseminação por partículas aerossóis também é possível, desde que a concentração do vírus no ambiente seja bastante elevada, como ocorre nas cavernas onde os morcegos se alojam.

OCORRÊNCIA

A Raiva está presente em todos os continentes, excetuando-se a Austrália e a Antártida.

Atualmente, a doença tem aumentado em incidência, particularmente entre os animais silvestres. A incidência da Raiva em cães e gatos (e consequentemente em humanos) diminuiu sensivelmente em várias áreas, devido aos procedimentos dos departamentos de saúde pública e campanhas de vacinação em massa.

As recomendações para a vacinação obrigatória de cães são bem aceitas pela população; entretanto, os esforços para se incluir os felinos na vacinação obrigatória, ou mesmo voluntária, encontram ainda certa resistência.

Atualmente, a quase totalidade das vacinas utilizadas, tanto em cães, quanto em gatos, constitui-se de produtos inativados.

Na América do Sul, a Raiva é uma das zoonoses mais importantes, com registro anual de 2500 casos fatais em pessoas, 177000 casos fatais em cães e 30000 casos notificados em bovinos.


SINAIS CLÍNICOS

O período de incubação tende a ser curto quando a porta de entrada do vírus está próxima ao SNC, porém existe uma grande variabilidade (de 10 dias a 1 ano), em cães. O período de incubação típico em felinos varia de 3 a 8 semanas.

Os sintomas em animais podem ser resumidos em:

a) raiva furiosa: alteração de comportamento, intensificação da sensibilidade a estímulos luminosos, sonoros e aéreos, perda do senso de limites territoriais, paralisias que se iniciam nos membros posteriores, impossibilitando uma marcha reta, e que evoluem atingindo os músculos da cara e da garganta, de modo a manter a boca aberta por onde escorre saliva e impede a deglutição de alimentos e de água. A morte ocorre por parada central das funções do centro cárdio-respiratório e paralisia da musculatura respiratória e do diafragma;

b) raiva paralítica: alteração de comportamento, procura por locais escuros e isolados, sinais breves ou inexistentes de agressividade, instalação de paralisias seguidas por morte.

c) raiva pruriginosa: sinais indefinidos, com predominância de prurido intenso que leva o animal a se auto-mutilar. Em especial em eqüinos, esta forma de raiva promove danos graves e intensos.

d) raiva muda: os sinais de doença são indefinidos, o animal se esconde e vem a morrer sem diagnóstico clínico.

DIAGNÓSTICO

A Raiva deverá sempre ser considerada no diagnóstico de qualquer doença neurológica de curta duração, incluindo as paresias de origem indeterminada. Antes do diagnóstico de Raiva ser descartado ou confirmado, certas precauções deverão ser tomadas para se minimizar os riscos de contaminação em humanos, e deverá ser feita uma notificação do caso às autoridades sanitárias competentes.

1. Isolar o animal suspeito.
2. Se alguma pessoa foi mordida ou tiver contato estreito com o animal suspeito, deverá lavar imediatamente o ferimento com água e sabão, e procurar auxilio médico.
3. Consultar o veterinário do Centro de Zoonoses. Amostras de tecidos (de preferência da cabeça toda, ou a região do hipocampo cerebral e cerebelo), removidos do animal morto, deverão ser enviadas para laboratórios governamentais de diagnóstico.
4. O veterinário, recebendo o laudo do diagnóstico, deverá notificar as autoridades sanitárias locais. Deverá também comunicar ao proprietário do animal, e deverá colocar os animais expostos ou suspeitos em quarentena.

COLHEITA E REMESSA DE MATERIAL PARA EXAME LABORATORIAL

Deverá ser coletada a cabeça inteira ou cérebro, que deverão ser colocados num isopor com gelo e enviados o mais rápido possível a um Centro de Diagnóstico de Raiva.

TRATAMENTO

Nenhum tratamento deverá ser tentado.
Se o animal exposto ao vírus não é vacinado; em se tratando de animais abandonados, recomenda-se proceder a eutanásia, para coleta de material para diagnóstico laboratorial. Uma alternativa seria manter o animal suspeito sob quarentena de 6 meses, o que nem sempre é viável.

Se o animal exposto, tiver um proprietário e for anteriormente vacinado, recomenda-se o seu isolamento para observação clínica por 10 dias, após o que deverá ser revacinado.

MANEJO DE ANIMAIS SUSPEITOS QUE MORDERAM PESSOAS

Cães ou gatos sadios que morderam pessoas deverão ser confinados e observados por um período de 10 dias, e avaliados por um veterinário, diariamente. Qualquer sintoma que o animal apresente deverá ser comunicado imediatamente ao departamento de vigilância sanitária local. Se houver o desenvolvimento de sinais sugestivos de Raiva, o animal poderá, a critério da autoridade sanitária, ser sacrificado, anteriormente a sua morte natural, e sua cabeça removida e mantida sob refrigeração, para exame a ser realizado posteriormente num laboratório credenciado junto aos órgãos de vigilância sanitária. Qualquer animal vadio que morda uma pessoa poderá ser mantido em observação por 10 dias, ou ser sacrificado imediatamente e sua cabeça ser submetida aos procedimentos acima descritos para diagnóstico de Raiva.

VACINAÇÃO

As vacinas induzem altos títulos de anticorpos neutralizantes, aproximadamente entre 7 e 21 dias após a vacinação (período negativo de imunidade), utilizando-se tanto a vacina a vírus vivo modificado, quanto a vacina inativada. Para obtermos uma imunidade máxima é recomendável a adoção do esquema com revacinações anuais. A primovacinação é recomendada para cães e gatos a partir do terceiro mês de vida.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Assista ao vídeo, ajude um cão.

Ajude-nos a ajudá-los. Assista ao vídeo, ajude um cão. Veja regulamento no adotaretudodebom.com.br
Cada acesso ao vídeo vale uma prato de Pedigree para um cãozinho abandonado



Pedigree cria ação no Youtube para alimentar 100 mil cães abandonados

13 agosto, 2009 por redacao

O programa PEDIGREE® Adotar é tudo de bom acaba de lançar uma campanha solidária e totalmente interativa na internet, com a intenção de repassar 100 mil refeições para cachorros abandonados que estão à espera de um lar feliz. Para cada visualização do novo vídeo “Ajude-nos a Ajudá-los”, PEDIGREE® se compromete a doar um pote de ração para os animais que vivem em abrigos. O novo filme foi criado com o propósito de conscientizar as pessoas para a realidade dos cachorros abandonados e informar os pilares da campanha
“Com esta ação, vamos alcançar os quatro cantos do país e conscientizar uma infinidade de internautas para esta causa tão importante. Quando completarmos a marca de 100 mil acessos, realizaremos a doação para os abrigos participantes”, explica Cynthia Schoenardie, gerente responsável pelo programa PEDIGREE® Adotar é tudo de bom.
Desde o final de 2008, as iniciativas para a causa dos mais de 20 milhões de cães abandonados no Brasil só têm se multiplicado. O programa PEDIGREE® Adotar é tudo de bom, que tem como meta doar até R$ 1 milhão para abrigos participantes da campanha nos primeiros 12 meses, acumulou novas estratégias, parceiros e uma série de atividades que ajudaram a promover até aqui a adoção direta de mais de 4320 cachorros abandonados
Assista o vídeo e ajude-nos a ajudá-los!